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Do sucesso nas vendas à proteção do nome: o registro de marcas no fim de ano
Fim de ano movimenta o comércio — e cresce a corrida pelo registro de marcas
O fim de ano sempre foi o período mais aquecido do comércio
brasileiro. As vitrines se enchem, o consumo dispara e as marcas intensificam
campanhas para conquistar o coração — e o bolso — do consumidor. Mas, junto com
esse movimento, cresce também um comportamento que revela amadurecimento
empresarial: a preocupação em registrar marcas.
Se antes o foco do empresário era apenas vender mais, hoje
muitos entendem que proteger o nome da empresa é tão importante quanto
aumentar o faturamento. E esse cuidado não é à toa: com a força das redes
sociais, o alcance das marcas se multiplicou, tornando-as mais visíveis — e,
consequentemente, mais vulneráveis a cópias e concorrência desleal.
O fim de ano e o valor da identidade
De acordo com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial(INPI), o número de pedidos de registro de marca ultrapassou 440 mil em 2024,
um recorde histórico. E boa parte desses pedidos costuma se concentrar entre o
segundo semestre e o início do ano seguinte — justamente quando o varejo está
em alta e os empreendedores aproveitam o aquecimento do mercado para fortalecer
seus negócios.
O motivo é claro: no Natal e na Black Friday, as marcas
ganham destaque máximo. Campanhas, anúncios e promoções fazem com que
pequenos negócios se tornem conhecidos nacionalmente da noite para o dia. O
problema é que essa visibilidade também desperta o interesse de concorrentes. É
cada vez mais comum ver nomes, logotipos e até slogans sendo copiados
após um sucesso repentino.
Por isso, muitos empreendedores decidiram agir
preventivamente: antes de investir em publicidade e produtos personalizados,
garantem o registro da marca no INPI.
Proteção como estratégia de crescimento
O registro de marca deixou de ser apenas uma questão
jurídica e passou a integrar o planejamento estratégico das empresas. Ele
garante uso exclusivo do nome ou logotipo em todo o território nacional,
evita disputas legais e fortalece a imagem de credibilidade junto ao público.
No fim de ano, esse diferencial é ainda mais relevante. Em
meio a tantas opções, o consumidor tende a confiar mais em marcas sólidas e
reconhecidas — e o registro é uma das formas mais claras de demonstrar
seriedade e profissionalismo.
Além disso, o período festivo costuma impulsionar o
surgimento de novas marcas: lojas temporárias, produtos sazonais, marcas
de presentes, panetones artesanais, roupas de verão, cosméticos e infoprodutos.
Muitas dessas iniciativas começam como projetos de ocasião, mas acabam se
transformando em negócios permanentes. É exatamente nesse momento que o
registro faz toda a diferença para garantir exclusividade e segurança para o
futuro.
As redes sociais ampliaram o alcance — e os riscos
O comércio de fim de ano também é digital. As redes sociais
se tornaram o principal palco de divulgação de produtos e promoções, permitindo
que até microempreendedores alcancem públicos nacionais. No entanto, quanto
maior o alcance, maior a exposição — e o risco de alguém copiar uma marca
bem-sucedida.
Um post viral pode transformar um pequeno negócio local em
uma marca reconhecida, mas sem registro, o empreendedor pode perder o
direito de usar seu próprio nome. Por isso, a recomendação de especialistas
é clara: registre antes de divulgar.
Um investimento que gera confiança
Mais do que um custo, o registro de marca é um investimento
em credibilidade e longevidade. Ele valoriza a empresa, facilita a
expansão e abre portas para licenciamento, franquias e parcerias. Em um mercado
cada vez mais competitivo e conectado, proteger a identidade da marca é
proteger o próprio negócio.
O aumento das compras de fim de ano não aquece apenas as
vendas — aquece também a corrida pelo registro de marcas. O comerciante moderno
já entendeu que a melhor forma de começar um novo ciclo com segurança é entrar
no próximo ano com sua marca protegida.
Afinal, no Natal as vendas passam, mas a marca fica. E quem
cuida dela hoje, colhe os frutos durante todo o ano seguinte.


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