Liderança precisa de constante capacitação?
A necessidade de qualificação e requalificação para o futuro do trabalho e da liderança é cada vez mais real.
Nos últimos anos tornou-se comum vermos rankings com as habilidades mais importantes para o futuro do trabalho. Relatórios de consultorias globais, institutos de pesquisa e organizações internacionais tentam mapear quais competências serão decisivas para profissionais e líderes se manterem relevantes.
O ponto central é que essa lista está mudando cada vez mais rápido.
Se antes as competências técnicas tinham maior peso, hoje habilidades humanas — cognitivas, emocionais e sociais — ganham protagonismo. E quando falamos de liderança, essa transformação se tornou ainda mais evidente após a pandemia.
Segundo o relatório Future of Jobs 2023, do World Economic Forum, cerca de 44% das habilidades essenciais para o trabalho deverão mudar até 2027. O mesmo estudo aponta que 6 em cada 10 trabalhadores precisarão de requalificação ou atualização significativa de competências nos próximos anos.
Ou seja, não estamos falando apenas de evolução profissional. Estamos falando de uma transformação estrutural no perfil das competências necessárias para liderar e trabalhar.
A lacuna de habilidades que já está acontecendo
Na prática, o que vemos nas organizações é um fenômeno claro: a lacuna de habilidades já chegou.
Muitos profissionais construíram suas carreiras em modelos de gestão que funcionaram bem durante décadas, mas que hoje já não respondem às novas dinâmicas do trabalho.
Ambientes mais complexos, híbridos, digitais e acelerados exigem líderes capazes de:
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tomar decisões em cenários de incerteza
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lidar com múltiplas gerações na equipe
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promover colaboração e inovação
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desenvolver autonomia nas pessoas
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equilibrar performance com saúde mental
Por isso, mais do que adquirir novas ferramentas, muitos líderes precisam revisar profundamente seus modelos mentais.
Essa talvez seja a parte mais difícil da requalificação.
O que precisa “morrer” para novas habilidades nascerem
Costumo provocar líderes com uma pergunta que pode parecer dura à primeira vista, mas que é extremamente poderosa:
O que em você precisa morrer para que uma nova habilidade possa nascer?
Muitas vezes, o que impede o desenvolvimento não é a falta de capacidade — é o apego a antigas formas de pensar.
Alguns exemplos comuns:
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o líder que acredita que precisa ter todas as respostas
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o gestor que associa autoridade ao controle
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o profissional que acredita que experiência substitui aprendizagem contínua
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a liderança que acredita que desempenho se constrói apenas com pressão
O futuro do trabalho exige algo diferente.
Ele exige líderes que saibam aprender, desaprender e reaprender continuamente.
Upskilling e Reskilling: conceitos que saíram da teoria
Dentro desse contexto, dois conceitos ganharam força nas organizações:
Durante muito tempo esses conceitos foram discutidos apenas em relatórios e fóruns estratégicos. Hoje, eles são uma necessidade real para indivíduos e empresas.
Empresas que não investirem em qualificação contínua correm o risco de enfrentar três problemas críticos:
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perda de competitividade
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dificuldade de inovação
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escassez de lideranças preparadas para o futuro
Ao mesmo tempo, profissionais que não atualizam suas competências tendem a perder relevância em um mercado cada vez mais dinâmico.
O aprendizado contínuo como competência central
Talvez a habilidade mais importante do futuro seja justamente a capacidade de aprender continuamente.
A expansão de nossas capacidades acontece de muitas formas:
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educação formal
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cursos e especializações
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mentorias
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trocas profissionais
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leitura e produção de conteúdo
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experiências práticas
Aprender deixou de ser uma etapa da carreira para se tornar um modo permanente de funcionamento profissional.
Eu mesma vivi esse processo. Durante muitos anos, produzir conteúdo escrito não era uma habilidade natural para mim. Nos últimos anos, no entanto, percebi o quanto essa competência se tornou relevante dentro do meu campo de atuação.
Investi em leitura, mentorias, cursos e prática. O que precisou “morrer” nesse processo foi uma crença silenciosa: a ideia de que o conhecimento não precisava ser compartilhado publicamente.
Hoje escrever, ensinar e provocar reflexões fazem parte do meu trabalho.
Espero ter inspirado você na busca de novos conhecimentos! Bom trabalho!!


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